O Bê-á-bá

É uma das regras mais básicas da comunicação. É como se estivéssemos a ensinar a uma criança as primeiras letras do abecedário: “É essencial sabermos responder àqueles que comunicam connosco”. Quem nos envia um email, ou uma carta, merece sempre uma resposta personalizada e nunca uma missiva geral, igual a centenas de outras, a milhares de outras talvez. Seja num contexto B2B ou B2C, é basilar comunicarmos de forma empática, seja qual for a mensagem que queiramos transmitir. Mesmo que a nossa mensagem seja inócua, mesmo que aquilo que queremos dizer no fundo é um profundo e pesado “lamentamos, mas”. Mesmo que a empresa receba mil emails por dia, ou 5, ou três mil. Em determinadas situações mais vale não responder do que enviar um email geral. A impressão que fica é pior, bem pior, do que a desilusão de uma não-resposta.

Isto tudo vem a propósito do facto de que muitas e boas empresas em Portugal não sabem comunicar. Desconhecem alguns dos princípios mais básicos de bem criar mecanismos de empatia nos outros, e logo, e também, nos consumidores. Uma comunicação feita com empatia no dia de hoje é um capital positivo amanhã. Uma comunicação feita com indiferença e numerada de forma maquinal é um bom passo para uma má impressão na hora.

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