Valor
Numa época em que o valor do dinheiro é cada vez maior (dada a sua escassez), o nosso país continua a trilhar um caminho singular. Os percursos mais fáceis, como o inbound marketing, com custos mais baixos, e com uma eficácia maior, continuam a estar fora do mapa de um número exagerado de grandes empresas, o que é um pouco assustador. Bem sabemos que o poder de compra maior ainda vai estando numa geração mais ou menos desfasada com os instrumentos do inbound, mas este plano vai alterar-se. [E esta urgência do contacto dedicado com o consumidor tem um grau de necessidade muito além da histeria teórica e departamental em torno das redes sociais.] Muitos continuam a acreditar que apanhar o comboio depois é fácil, é possível que seja verdade, mas as passagens de nível que entretanto passaram, e o dinheiro que entretanto lá ficou é irrecuperável. As marcas grandes (a maioria) continuam a não saber lidar com os consumidores de forma directa, e as plataformas de contacto directo (blogs, Facebook) têm-se revelado autênticas armadilhas. Por entre as sucessivas falhas de estabelecimento de diálogo (são tantos os casos que não vale a pena enumerar, basta pesquisar um bocado) as palavras vão passando sobre uma postura inadaptada, pouco ágil, e muito pouco versátil perante um mundo inteiro que quer apenas comunicar para além dos balcões, e que tem nas mãos as possibilidades de vontade de justiça e de comunicação que, até agora, as burocráticas folhas de reclamação não davam.

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